Vorcaro pagou R$ 24 milhões a ‘Sicário’ para execução de crimes
Inquérito da Polícia Federal aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro transferiu montantes que somam R$ 24 milhões a Luiz Phillipi Mourão, identificado como seu principal executor de atividades ilícitas.
Mourão, conhecido pelo codinome “Sicário”, teria recebido pagamentos mensais de aproximadamente R$ 1 milhão entre os anos de 2024 e 2025 para coordenar uma rede de serviços que incluía desde ameaças a opositores até a interferência em sistemas de investigação.
Segundo o NSC Total, as provas coletadas indicam que o braço direito de Vorcaro atuava na derrubada de conteúdos críticos ao Banco Master em plataformas digitais e na invasão de redes de monitoramento oficial.
Em um dos episódios registrados pela Polícia Federal, Mourão utilizou uma rede de contatos para verificar a existência de ordens de prisão contra o banqueiro no sistema da Interpol. O monitoramento ocorreu um mês antes da deflagração da Operação Compliance Zero.
Rede de contatos
Mensagens obtidas via WhatsApp revelam a dinâmica das consultas ilegais. Após acionar terceiros para acessar dados restritos, “Sicário” enviou registros fotográficos a Vorcaro confirmando a ausência de restrições na polícia internacional, mencionando ainda a espera por um relatório do FBI.
A estrutura montada para o acesso a informações privilegiadas contava com o apoio de diversos colaboradores mobilizados por Mourão. O colaborador, no entanto, cometeu suicídio enquanto estava detido na sede da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.
Custódia
Daniel Vorcaro foi detido pela segunda vez no dia 4 de março, durante a terceira etapa da Operação Compliance Zero. O banqueiro, que inicialmente cumpriu prisão na Penitenciária 2 de Potim, em São Paulo, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.
A investigação prossegue para identificar os demais integrantes da rede de informações acionada pelo grupo para a prática de crimes cibernéticos e obstrução de Justiça.

