Aposentada de MS denuncia advogado que teria recebido R$ 28 mil em nome dela

Uma aposentada acionou a Justiça contra o próprio advogado, alegando que ele recebeu, há mais de um ano, um valor referente à RPV (Requisição de Pequeno Valor) em sua conta bancária, sem informá-la sobre o recebimento do dinheiro.

À reportagem do Midiamax, a aposentada afirma que passou a desconfiar de que o valor teria sido pago; no entanto, o advogado teria dito que a quantia não havia sido paga. Ao conversar com um amigo, também advogado, ela teria sido informada de que o pagamento foi realizado.

“Meu amigo viu que ele já tinha recebido e me falou. Fui ao banco e confirmaram. De lá mesmo liguei para ele. Ele disse que jamais faria isso. Enviei o extrato comprovando e ele me chamou ao escritório. Lá, admitiu que recebeu. Disse que iria acertar comigo, mas o que ele queria pagar era injusto. Ele me propôs parcelar em 3 vezes, depois me pediu 30 dias, mas eu não aceitei porque ele já havia pegado o meu dinheiro há um ano e três meses”, relata.

A aposentada ressalta que enfrenta diversos problemas de saúde e diz que teria de ser indenizada pelos danos sofridos. Ela conta que chegou a vender um carro, enquanto aguardava o recebimento do RPV.

“Eu sou uma pessoa doente. Vivo pela misericórdia de Deus. Tenho problema seríssimo de saúde. Tenho todos os laudos, exames. Ele furtou uma pessoa doente. Como ele me furtou, ele perdeu todos os direitos de receber os honorários dele. Além de tudo, ele tem que me pagar uma indenização. Eu tiver que vender um carro porque não recebia o meu dinheiro”, frisa.

Depois disso, a aposentada registrou um boletim de ocorrência e denunciou o caso à OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul).

O outro lado da história

Procurado pela reportagem do Midiamax, o advogado nega ter recebido o valor indevidamente. “A informação de que a cliente não teria sido comunicada sobre o recebimento dos valores não corresponde à realidade dos fatos. Não houve intenção de ocultar informações ou de se apropriar indevidamente de valores”, alega.

Em nota, ele justifica que houve uma divergência relacionada ao pagamento dos honorários advocatícios previstos em contrato firmado entre o escritório e a cliente. “A divergência é contratual e será devidamente esclarecida nas instâncias competentes”, pontua.

Segundo o advogado, após o recebimento dos valores referentes ao processo judicial, “a cliente passou a discordar dos honorários contratados, exigindo o repasse de praticamente a integralidade dos valores recebidos, sem admitir o desconto dos honorários advocatícios contratualmente estabelecidos”.

O advogado ressalta que buscou um acordo amigável e que “não descarta que as condutas relatadas tenham também o propósito de atingir a honra, a credibilidade e a reputação profissional do escritório”.

Além disso, afirma que, comprovado judicialmente que houve utilização de acusações falsas, ameaças ou outros meios com a finalidade de constranger o escritório, adotará as medidas judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos, assim como a reparação dos danos sofridos.

Fonte: Midiamax

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