Família acusa motorista de aplicativo de ameaça e agressão em Amambai

Vilson Nascimento

A Polícia Civil apura um caso onde um motorista de aplicativo é acusado de ameaçar, inclusive com arma de fogo, um passageiro e sua família durante uma suposta corrida, fato ocorrido no início da noite dessa quarta-feira, dia 21 de outubro, em Amambai.

Segundo consta na ocorrência policial, em versão das vítimas à polícia, o casal, que é indígena e morador na Aldeia Guaimbé, no município de Laguna Carapã, estava em um estabelecimento comercial, em Amambai, em companhia de dois filhos, um de 8 e outro de 2 anos, sendo um deles portador de síndrome de Down, quando, atendendo a um pedido da família, a dona do estabelecimento teria chamado um motorista de aplicativo para levá-los até a aldeia onde residem.

De acordo com relatos da vítima à polícia, após o embarque no carro, que seria um Honda City de cor preta, eles teriam seguido viagem pela Rodovia MS-156 no trecho que liga Amambai a Caarapó.

Em determinado momento da viagem, o motorista teria falado que, de distância em distância, o casal teria que repassar a ele a quantia de R$ 100,00 como garantia de pagamento para que a corrida fosse concluída.

Segundo consta no Boletim de Ocorrência, ao chegar ao ponto de acesso à citada comunidade indígena, o passageiro teria alertado o motorista que deveria pegar à direita da rodovia e adentrar em uma estrada de chão, mas o motorista, por sua vez, teria respondido com truculência, dizendo que ele era o motorista e sabia o caminho.

Ao ser alertado novamente pelo casal de que já havia passado da entrada de acesso à aldeia, o motorista teria ficado nervoso, deixado uma arma de fogo à vista e feito ameaças, dizendo inclusive que seria integrante de uma facção criminosa.

Após rodar por certo tempo pela rodovia estadual sem conseguir localizar a citada comunidade indígena, o motorista teria dado a volta no veículo e retornado com os passageiros em direção a Amambai.

Ao chegar na região do Parque de Exposições, já nas proximidades da cidade, o motorista teria parado o carro e mandado a família descer do veículo.

Nesse instante, o passageiro e o suposto motorista de aplicativo teriam passado a manter uma discussão, momento que o motorista teria apanhado a suposta arma que carregava consigo, apontado para o passageiro, determinando que ele descesse logo do carro, chegando inclusive a efetuar dois disparos a ermo, como forma de intimidar a vítima.

Em ato contínuo, o motorista teria acelerado e arrancado com o veículo antes mesmo de o passageiro sair totalmente do carro, vindo inclusive a arrastar a vítima por alguns metros.

Após essa situação, o motorista teria parado o carro, descido e passado a agredir o passageiro com chutes e socos. Consta na ocorrência policial que toda essa situação de agressão supostamente praticada pelo motorista contra o passageiro indígena foi presenciada e inclusive filmada por testemunhas não indígenas que passavam pelo local, cujas imagens foram repassadas à polícia. Após as agressões contra o passageiro, que teriam cessado somente após a intervenção de populares, o motorista teria deixado o local.

Segundo consta na ocorrência, após ser acionada por populares, uma equipe da Polícia Militar esteve no local e conduziu a família até a Delegacia de Polícia Civil. A Casai (Casa da Saúde Indígena) de Amambai foi acionada e disponibilizou o transporte do casal e seus filhos até a aldeia onde residem.

De acordo com a Polícia Civil, o motorista de aplicativo envolvido na situação narrada acima já foi identificado e será intimado para apresentar sua versão sobre os fatos.

Fonte: A Gazeta News

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